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quarta-feira, 11 de junho de 2008

“Uma boa prática consiste em perguntares a ti mesmo com toda a sinceridade: “Porque nasci?” Faz a ti mesmo esta pergunta três vezes por dia, de manhã, à tarde e à noite. Interroga-te diariamente.

O Buda disse ao seu discípulo Ananda para ver a impermanência, para ver a morte em cada respiração. Temos de conhecer a morte; temos de morrer para viver. O que significa isso? Morrer é chegar ao fim de todas as nossas dúvidas, de todas as nossas questões, e limitarmo-nos a estar aqui com a realidade presente. Não se pode morrer amanhã, tem de se morrer agora. És capaz disso? Ah, que tranquila, a paz que acompanha o fim das perguntas.”

Achaan Chah – “Uma Lagoa Tranquila na Floresta”

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Um presente



O amor é o maior presente que podemos dar a nós e aos outros. Para que o amor se desenvolva para além da atracção inicial, temos que aprender a aceitar inteiramente os outros tal como são.


No amor há afeição, carinho e contacto que podem ter um efeito terapêutico. Existe um compartilhar físico, emocional e mental. Nós entramos em contacto com os outros. Nós afectamos-los e eles afectam-nos. O amor pode influenciar-nos consideravelmente, pode ajudar-nos a suavizar o que é rígido. Pode ajudar-nos a abrir o que está fechado. Pode ser uma força criativa na nossa vida. Ao nos aproximarmos dos outros, somos enriquecidos pelas suas naturezas e eles são por sua vez enriquecidos por nós. Algo de novo surge desta nova partilha íntima. No amor existe também a paixão que está cheia de energia e excitação. Isto faz surgir em nós um vigor associado frequentemente a um sentimento de alegria profunda.

Alguns dos obstáculos a amar: as nossas intenções ou motivações, expectativas, necessidades e desejos. Temos que ter cuidado para que no amor não estejamos a procurar a nossa pessoa, uma réplica, um clone; ninguém pode ser exactamente como nós. O amor pode ajudar-nos a descobrir as nossas diferenças de modo que possamos enriquecer-nos por elas.


imagem de Mude o Mundo