quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Paz em Acção


Meditação em andamento

O que é?

A proposta da iniciativa “Paz em Acção” é permitir que pessoas se possam juntar por uma causa comum - caminhar em paz.

A meditação em andamento, outra forma de abordar esta proposta, tem sido praticada ao longo dos tempos por diversas pessoas e culturas. Hoje, acolhemos particularmente o trabalho de um professor, Thich Nhat Hanh, que utiliza este método com regularidade para unir pessoas, confraternizar e, por vezes, como forma de activismo pacífico perante adversidades sociais.

Características

Caminhar pacificamente e em silêncio durante 20 minutos. A cada passo observamos a nossa respiração, unindo corpo e mente no momento presente.

Não se trata de caminhar com o intuito de chegar a algum lado, trata-se principalmente de caminhar com plena consciência do próprio caminhar, de cada acção. E dessa forma, fazê-lo em paz.

Para quem?

Para todos os interessados na proposta, de todas as idades. As crianças são muito bem vindas.

Quando?

Todo o 2.º domingo de cada mês, inserido no projecto do Yoga com Todos. Depois da Prática de Yoga.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Meditação e acção



Muito interessantes, as entrevistas com Monja Coen, que passou pelo centro Zen de Los Angeles (foi aluna de Maezumi) e pelo Japão, mas que também incorporou na sua prática a orientação de Thich Nhat Hanh.

Meditação Zen em Lisboa


O Hugo está a orientar agora duas sessões de meditação em Lisboa - às terça-feiras das 7h às 8h e às sextas das 10h às 11h.
Morada: União Budista Portuguesa
Calçada da Ajuda 246, 1º Dtº
Blog do Hugo: Paz Original

Retiro - texto 3

Master Sekiso said, “From the top of a pole one hundred feet high, how do you step forward?” An ancient master also said that one sitting at the top of a pole one hundred feet high, even if he has attained “it,” has not yet been truly enlightened. He must step forward from the top of the pole one hundred feet high and manifest his whole body in the ten directions.
(Gateless Gate, Case 46)

Retiro - texto 2

The Emperor Wu asked Bodhidharma, “What is the first principle of the holy teaching?”
Bodhidharma said, “Vast emptiness, nothing holy.”
The emperor said, “Who is this person confronting me?”
Bodhidharma said, “I do not know.” (Blue Cliff Record, Case 1)

domingo, 5 de agosto de 2007

Retiro - texto I

Master Kyogen said, “It is like a man up a tree who hangs from a branch by his mouth; his hands cannot grasp a bough, his feet cannot touch the tree.
Another man comes under the tree and asks him the meaning of Bodhidharma’s coming from the West. If he does not answer, he does not meet the questioner’s need. If he answers, he will lose his life. At such a time, how should he answer?” (Gateless Gate, Case 5)

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

par amour


Fotos do retiro aqui

dokusan

quarta-feira, 18 de julho de 2007

The temple bell


The Temple bell stops
But the sound keeps coming
Out of the flowers

(Basho)

terça-feira, 17 de julho de 2007

A prática

Não estou desvalorizando o pensamento. Apenas estou mencionando que nós não deveríamos confundir o facto de nossa vida com as idéias sobre nossa vida. (de Ouça, Reflicta, Pratique)

Em frente a um reactor nuclear


Uma entrevista com Shodo Harada Roshi, abade do Mosteiro Sogenji, no Japão, "especializado" em treinar discípulos ocidentais; já por lá passou o João, da UBP Porto, e actualmente está lá o André, de Lisboa.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

antevisão

já podemos ver a sensei em terras transmontanas :)

em terras Mirandesas





Ontem fomos de abalada até Miranda do Douro, acertar detalhes em relação ao retiro de Verão (já daqui a três semanas!). Foi preciso ir para o interior para termos o nosso primeiro dia de verdadeiro Verão... Desde já, conselhos para os participantes: trazer chapéu de sol, óculos de sol, protector solar... A casa branca é o Centro de Formação Agrícola de Malhadas (que vamos ocupar!) e as outras fotos foram tiradas nos arredores.... a rua fica em Miranda do Douro, claro!, ao lado da Sé. O passeio pelo Douro Internacional tem um ar mesmo apetitoso, para já só nos divertimos com a água vaporizante (e muito bem-vinda!).

sábado, 30 de junho de 2007

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Os votos de bodhisattva

Katagiri Roshi said, "How do you save all sentient beings? By chewing your food quietly during the zendo meal so you don’t disturb the person next to you."
http://www.intrex.net/chzg/pat6.htm

Pôr-se a caminho


Domingos, dias 17 e 24 de Junho - das 10h às 15h

Programa: sessões de meditação
leitura de textos de introdução à via do Buda
almoço
local: UBP Porto, rua da Restauração, 463, 2.º Porto
orientação: Margarida Cardoso
(possibilidade de ir apenas a um dos domingos)
~entrada livre~

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Sessões de meditação

Todos os dias me dou uma oportunidade. Das 6h45 às 7h45. De cada vez tem o sabor de voltar a casa. Pergunto-me porque levei tanto tempo.

domingo, 3 de junho de 2007

Festa!


Em Maio, a Centro Zen de Los Angeles festejou o 40.º aniversário. Fotos do evento aqui. Nas fotos acima, evidentemente, Amy Hollowell sensei, mas também Bernie Glassman, Moshe (que já fez um workshop a convite da UBP Porto) e Michel.

Same Shit New Day



Uma série de dharma talks com Genpo Roshi (ver as outras partes)

Compreender o desapego



Uma série de vídeos com Musho sensei, do centro Kanzeon.

terça-feira, 29 de maio de 2007

Um desafio

Vamos iniciar na próxima quinta-feira sessões de meditação das 7h às 8h da manhã (de segunda a sexta) na UBP Porto, Rua da Restauração, 463, 2.º A entrada é livre.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Cada instante Aqui-Agora!!

Como se deveria viver o instante do Aqui-Agora?
Como implementar no dia-a-dia o estado do Aqui-Agora?

Todos nós somos bombardeados por tantos estímulos, a nossa mente salta incessantemente de assunto para assunto e facilmente nos distraímos.


Não descobri nada e nada inventei, apenas estou a tentar implementar o que me ensinam e descobri que andava adormecida.


Comecei por dizer de uma forma clara a palavra referente ao instante que estava a viver por exemplo: se estou a conduzir dizer calmamente e conscientemente “conduzir”, se estou a escrever dizer conscientemente e calmamente “escrever”, se estou a descascar uma cenoura dizer “cenoura”.

A diferença entre dizer estas palavras e simplesmente fazer o que sempre fazia, reside no facto de que, de repente, estava plenamente presente e desperta, como se estivesse a fazer todas aquelas actividades pela primeira vez. Inclusivamente os meus olhos estavam mais focados e concentrados no instante, sem pensar nem deambular por outro assunto, só um de cada vez.

A sensação é interessante, estar a observar o que se sempre se viu mas afinal não se viu!

Dificilmente as palavras fazem justiça ao que se sente, se aprende ou se descobre. Por isso vivam o instante Aqui-Agora, experimentem a sensação, é de uma lúcidez....!


quinta-feira, 24 de maio de 2007

Voltar a casa


O nosso desejo mais profundo é voltar a casa, voltar à nossa natureza original


Nascemos com a Mente de Buda não-nascida. Pertence-nos desde sempre, é intrínseca à nossa própria natureza. Tudo o que existe é uma manifestação desta Mente. Nem toda a gente compreende que a sua vida é uma expressão do Não-nascido, mas cada um de nós tenta experienciar esse estado mental natural. Estamos a voltar a casa.

A Mente de Buda não-nascida tem sido chamada de muitas formas – natureza de Buda, Verdadeiro Eu, verdadeira natureza, o absoluto, a Fonte – mas não há nome que a possa atingir ou descrever. Todos os nomes ficam aquém. Contudo, quando a experienciamos, vivemos um momento de reconhecimento. Saímos de casa mais cedo do que gostaríamos e com o tempo as experiências da vida afastaram-nos cada vez mais. Muitos anos passaram até compreendermos que nos perdemos.

Há muitas maneiras de voltar a casa. Só na meditação Zen, há muitas formas. Os estudantes do Zen geralmente aprendem práticas de meditação como concentrar-se na respiração ou num koan; alguns aprendem shikantaza. Todos estes métodos ensinam-nos a focar-nos e concentrar a mente. Contar as respirações é uma das formas mais fáceis de meditação, por isso muita gente começa por aí. O que há de espantoso com isso é que, embora este método seja muito simples, podemos percorrer todo o caminho e chegar a casa com a contagem da respiração. Assim, não há realmente entre as práticas que consideramos para principiantes e as mais avançadas. Mas diferentes formas de meditação requerem diferentes graus de concentração, portanto há vários níveis de dificuldade. Quando adquirimos experiência, vemos que todas as práticas partilham uma mesma essência: são ferramentas para experienciar tornar-se “um com” – um com a respiração, um com o koan, ou apenas sentar. Ser “um com” é a chave para voltar para casa.

Quando nos tornamos um com a respiração, compreendemos de repente que já voltámos a casa. Ao princípio pode durar um momento, mas nesse momento reconhecemos a nossa verdadeira natureza, o Não-nascido. Somos Um; não há distância entre nós e a nossa respiração. A dicotomia entre sujeito e objecto desaparece, portanto já não há um lugar para onde ir ou lugar onde chegar. Não há ir e vir. Estamos em casa.

O nosso maior desejo é voltar a casa, voltar à nossa natureza original. Mas esse desejo foi enterrado por outros desejos, esperanças, sonhos. Através da meditação aprendemos a distinguir a nossa lista de desejos, mas é um processo que requer tempo. Quando os desejos pelas coisas deste mundo começam a desvanecer-se, vemos que nunca satisfizeram a nossa fome básica, o desejo de realizar a Natureza de Buda.

A prática da meditação leva-nos a fazer uma descoberta extraordinária: fomos e sempre seremos a Mente de Buda não-nascida. E quando vemos as coisas na perspectiva dessa Mente, experienciamos a mais profunda verdade, a realidade absoluta. Compreendemos que a mente não é nada mais do que a Mente de Buda não-nascida. Não há nada para procurar, nada a ganhar. Mas perceber isto de uma forma intelectual não chega. O contentamento só virá ao termos a experiência da nossa completude, da nossa totalidade, e isto significa que cada um tem de realizar a verdade directamente. Se eu vos disser que sois completos e unos e simplesmente aceitardes isto, nunca compreendereis por vocês mesmos a vossa unidade intrínseca. A nossa própria pobreza não pode ser aliviada ao avaliar-nos um tesouro que pertence a outrem.

Na experiência de não dualidade, vemos com os nossos próprios olhos que todos os opostos são um. Podemos chamar-lhe mente ou não-mente, eu ou não-eu, Dharma ou Iluminação, mas a experiência é sempre a mesma. Esta é a única verdade a ser ensinada, por isso ao ouvirem a mesma coisa durante anos podem ficar como que adormecidos ou desatentos. Uma forma de dar lugar a novas percepções é usar vários opostos e verificar onde ficamos bloqueados.

Há opostos como homem e mulher, vida e morte, nirvana e samsara, e muitos mais. Talvez não tenhamos experimentado a unidade destas dualidades, embora possamos acreditar que são uma. Mas quando se trata dos opostos mais familiares, aqueles com que nos debatemos todos os dias, é quando surgem as dificuldades. Peguem na estupidez e na inteligência, por exemplo. Todos sabemos que não são a mesma coisa, certo? Há a inteligência e há a estupidez. Como podem ser uma? Qualquer dualidade que pareça óbvia e verdadeira pode ser usada neste jogo. Neste caso, considerem e explorem como é que a estupidez é a inteligência, e como a inteligência é estupidez. Então apliquem esta nova percepção a vocês mesmos. Agora, isto parece não assentar tão bem, especialmente se nos vemos como inteligentes.

Na verdade, nós, os estúpidos, somos os inteligentes, e os supostos inteligentes são os estúpidos. Quando afirmo o quanto isto é verdade alguns estudantes começam a procurar tijolos para me atirar. É estranho que possamos aceitar o que Dogen Zenji nos diz – que samsara é nirvana e nirvana é samsara e que o Buda é um ser sensível e um ser sensível é Buda – e contudo muito dificilmente aceitamos que a inteligência é estupidez. Por que é que é tão difícil? A diferença parece residir naquilo com que nos identificamos. Quando consideramos dualidades familiares como activo, preguiçoso, esperto e estúpido, os opostos são algo com que nos podemos relacionar. Muitos de nós identificam-se pessoalmente com a inteligência, mas não com estar desperto ou adormecido. Desde a infância que a sociedade nos ensina que a inteligência é uma característica pessoal basicamente fixa; trabalhamos muito para enterrar a nossa estupidez.

Para conseguir alguma coisa na prática do Zen, temos de nos tornarmos bastante estúpidos. Por que é que uma pessoa inteligente se sentaria a contar a respiração, sete horas por dia?


Genpo Roshi

A Summer Retreat


with Amy Hollowell Sensei

In the Zen tradition, summer is an auspicious season for intensive practice, when practitioners retreat to the countryside, leaving behind their usual preoccupations. During this week of retreat in Portugal, the distance from our habitual activities will help us cultivate clarity and awareness and a more intimate experience of ourselves, others and the world.

Beginners and experienced practitioners alike are welcome.

Date: July 26 (18h) – August 1st (12h)
Place: Centro de Formação Agrícola de Malhadas (see their web page here)
Estrada Nacional, 5210-150 Malhadas (6 km far from Miranda do Douro) Portugal
Price: 175 euros (200 euros for registration after the 1st July), lodging and vegetarian meals included

For information and to register: ubporto@gmail.com
cell phone (351) 91 7088371

Amy Hollowell Sensei is a dharma heir of the French Zen teacher Catherine Genno Pages Roshi and a teacher within the international White Plum lineage, which incorporates both the Soto and Rinzai Zen Buddhist traditions.